domingo, 28 de agosto de 2011
Hipoxia sazonal controlada
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Crescendo

Branco : luz
Vermelho : acordar
Azul : céu
Amarelo : sol
Verde : ecout !
Preto : sono
Branco : manhã
Vermelho : amor
Azul : mar
Amarelo : passarinho
Verde : jardim
Preto : sonho
Branco : caderno
Vermelho : paixão
Azul : jeans
Amarelo : atenção
Verde : online
Preto : medo
Vermelho : sangue
Azul : tristeza
Amarelo : ouro
Verde : esperança
Preto : morte
sábado, 4 de dezembro de 2010
Poema apolar.
domingo, 28 de novembro de 2010
Como as coisas virão a ser...

Há cerca de um ano atrás eu escrevi “como as coisas costumavam ser”. Na esperança de que as coisas ruins melhorassem, eu escrevi que as coisas só pioram, na esperança por um ano novo, eu disse que seria a mesma coisa, na tentativa de ser menos preso à razão, eu ataquei as superstições babacas, plantei merda e quis colher coisas boas.
Esse ano, como eu havia dito, foi muito pior que o ano anterior. Mas isso não prova que eu estava certo. O ano me provou que eu estava errado, fazendo eu estar certo.
Olhando para trás, eu não sei me reconhecer. Não sei o que fui em 3 diferentes tempos desse ano. Fui 3 outros, e tudo que tinha um dia construido, não existe mais. Estou sendo sincero, porque a primeira coisa que quero construir para o futuro é a sinceridade.
Há 3 minutos atrás eu era babaca demais para assumir a responsabilidade de dizer que estava mentindo. Mas o que a responsabilidade reclama para si, de qualquer forma é muito mais pesado do que hoje eu posso aguentar. Então eu vou tentar ser o que vem de mim, e também não vou assumir a consequência. A consequência, ficará... não sei. Mas as responsabilidades eu assumo.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Liberdade
Há muitos anos nos pegamos lutando por liberdade . Afinal,será que nós conseguimos viver libertos , ou a ideia de liberdade na íntegra vai diretamente em choque com o modelo humano civilizado? Se formos analisar muitos outros aspectos em que a liberdade influi , chegaremos a conclusão assim como cheguei que o homem não está preparado para se libertar , temos medo ,somos fracos então preferimos nos deixar dominar por qualquer coisa que substitua o pensamento lógico de viver essa vida sem lógica nesse mundo sem lógica por medo de tentar mudar e estragar mais ainda.
Estragar O que?
Para mim , liberdade é um perigo . Se deixo minha cabeça livre a pensar ela me destrói , tenho que me manter ocupado com qualquer coisa . E ninguém melhor do que homo sapien-sapiens para criar qualquer coisa . Cheguei a conclusão de que esse modelo de vida que temos é exatamente a que merecemos , pois ao ver-me frente a frente com a chance de testar algo diferente eu me cubro até a cabeça por mais calor que esteja e apelo até a Deus para que nunca mais dê liberdade a meus sonhos nem a minha mente , mesmo que pela manhã eu me arrependa .
Acho que no momento em que tivermos competência para ter liberdade ela virá até nós. É hipocrisia dizer que é o sistema que nos prende . Na verdade nos deixamos dominar por um sistema que se adéqua perfeitamente a nossa covardia . Fico feliz por ter um ato inicial de coragem , que é assumir a minha covardia .
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Equilíbrio

Estranho eu , num dia normal
Em que criança não vê pica-pau
Onde uma banca não vende jornal
Gozando a insanidade de estar fora do atual
E ainda que Deus me julgue do mal
Questiono o mundo de forma fatal
Mesmo no meu dia sem censura mental
Penso com medo : Quem é Deus afinal ?
Por um instante me julgo do mal
E me olhando de forma irreal
Vejo-me deus , de forma carnal
E agora sim !
Gozando de minha capacidade mental
Vejo-me corpo com forma espiritual
Vejo-me Ddeus. (sic)
segunda-feira, 5 de julho de 2010
CHICO XAVIER E O LSD

Em outubro de 1958, Chico tomou uma decisão surpreendente: iria experimentar o ácido lisérgico. Perguntou a Emmanuel se ele poderia fazer a experiência com amigos de Belo Horizonte. O guia se ofereceu para promover a "viagem". À noite, Chico se sentiu fora do corpo, Emmanuel se aproximou dele, colocou uma bebida branca num copo e explicou: era um alcalóide capaz de produzir o mesmo efeito do LSD.
Chico engoliu a bebida, um tanto amarga, e começou a se sentir mal, como se estivesse entrando num pesadelo. Animais monstruosos se aproximavam e cenas assustadoras desfilavam diante de seus olhos. Ele acordou com mal-estar. O sol parecia uma fogueira e o irritava, as pessoas o cercavam, desfiguradas. À noite, Emmanuel reapareceu com a lição psicodélica: o alcalóide refletia seu estado mental.
Chico quis saber como recuperar a tranqüilidade e escapar da ressaca. Receita: oração, silêncio e caridade, para colher vibrações positivas. Chico seguiu as dicas à risca. Começou a visitar doentes pobres, a atrair bons fluidos e, durante cinco dias, trabalhou para se refazer. No sexto dia ele se sentiu melhor. À noite, Emmanuel voltou e propôs repetir a experiência com o mesmo alcalóide. Mesmo desconfiado, o discípulo concordou. O efeito foi surpreendente: alegria profunda.
Teve sonhos maravilhosos, visitou uma Cidade de cristal, olhou para o céu como se ele fosse de vidro. Até a Fazenda Modelo ficou deslumbrante. Os livros pareciam encadernados por safiras e ametistas, luzes saíam do corpo dos companheiros, das plantas e dos animais. Chico sentiu vontade de abraçar todo mundo. Ficou assim, em êxtase, quatro dias seguidos, em estado de alegria descontrolada, insuportável. Emmanuel apareceu com as explicações:
- Você está vendo seu próprio mundo íntimo fora de você. Moral da história:
Nós estamos aqui para cumprir obrigações, não para gozar um céu imaginário nem para fantasiar um inferno que devemos evitar.
Extraído do livro "As Vidas de Chico Xavier" (Planeta, 2003), escrito pelo jornalista Marcel Souto Maior